É HOJE! – PARA OS LEITORES DO RECIFE – FREVANDO NA PASSA DISCO

Será lançado hoje, sábado, na Passa Disco, a partir das 15 horas, o álbum duplo Pernambuco frevando para o mundo, que reúne em 34 faixas, frevos de diversas épocas e estilos. Vai do frevo tradicional de Claudionor Germano, Orquestra Popular do Recife, Bloco da Saudade até o novo frevo interpretado por Ortinho, Ska Maria Pastora, Digital Groove, Projeto Sal, Eddie, Zé Brown. Passando por nomes que oxigenaram o frevo nos anos 80, como Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho e mais recentemente Lenine,  Silvério Pessoa, Spok Frevo Orquestra, Orquestra Popular da Bomba do Hemetério…

Várias faixas são inéditas e compostas especialmente para o projeto, como Índia Fatal (Herbert Lucena), Ninguém é louco sozinho (Climério de Oliveira) e Vai começar (Projeto Sal) e outras que já haviam sido gravadas, mas nunca lançadas em CD como Janela (Orquestra Contemporânea de Olinda) e Aquela rosa (Maciel Melo).

O projeto é uma homenagem ao maestro José Menezes, presente com as composições Freio a óleo (interpretada pela Spok Frevo Orquestra), Terceiro dia (Interpretada pelo Coral do Bloco da Saudade) e Bairro dos meus amores (inerpretada por Cezzinha & Gonzaga Leal).

Uma das intenções do álbum foi reunir diversas vertentes da música pernambucana, dessa forma, cantores/compositores mais ligados ao forró (como Xico Bizerra, Quinteto Violado, Maciel Melo, Josildo Sá, Cezzinha, Herbert Lucena, Silvério Pessoa), ao pop/rock (Ortinho, Eddie, Mamelungos, Zé Brown), à rabeca (Cláudio Rabeca, Maciel Salú, Orquestra Contemporânea de Olinda), ao instrumental (SáGrama, Luciano Magno, Ska Maria Pastora, Saracotia, Cláudio Almeida), se unem aos frevistas como J. Michiles, Getúlio Cavalcanti, Carlos Fernando, Antúlio Madureira, André Rio, Nena Queiroga, Coral Paraquedista Real, Claudionor Germano. Numa perfeita comunhão.

O álbum se encerra com o frevo Solavanco do grupo Limusine 99, numa gravação de 1975, incluída no LP “Frevo ao vivo” da gravadora Marcus Pereira, tendo nessa coletânea seu primeiro registro em CD. Esse frevo é considerado o pioneiro na inclusão da guitarra elétrica no Carnaval pernambucano.

A intenção de produzir um álbum que mostre os vários modelos de se produzir o frevo, não tem intenção de chocar, e sim de provar que o frevo está mais vivo do que nunca.

As fotos que ilustram o projeto, são do fotógrafo Mário Carvalho, fotógrafo do Departamento de Documentação e Cultura da Prefeitura da Cidade do Recife, nos anos 40 e 50, pertencentes ao acervo do seu filho, Paulo Carvalho.

O projeto gráfico é assinado por Ana Rios.

* * *

Herbert Lucena cantando “Índia Fatal”, de sua autoria:

28 janeiro 2012 FULEIRAGEM

JORGE BRAGA – O POPULAR

CARDEAL PEDRO MALTA – RIO DE JANEIRO-RJ

Santidade,

Apesar desse tão milagroso sucesso que diz ter alcançado, não recomendo essa escola para o Papinha.

R. Pois eu já acho o contrário, meu caro: se o Papinha estudar nesta escola e aprender a Aritmética do Excluído, aquela que diz que 10-7=4 e que consta de cartilha oficial do MEC, ele vai ter um futuro garantido.

Pode chegar até a Presidente da República ! ! !

 

28 janeiro 2012 FULEIRAGEM

DACOSTA – CHARGE ONLINE

OH, BELA!

Já é Carnaval em Pernambuco.

Um Frevo-Canção de Capiba, interpretada por Claudionor Germano.

Claudionor Germano e Capiba, o intérprete e o autor

28 janeiro 2012 FULEIRAGEM

SAMUCA – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

PERDOEM, AMIGOS, MAS…

Vou falar de decoração de Carnaval. Pisando em ovos, mas vou. Que me perdoem os amigos. E, este ano, são logo três, entre homenageados e decorador: Alceu, Zé e Carlinhos.

Os homenageados no Carnaval são, sempre, mais do que merecedores. Essa não é a questão. A questão é que a intenção não passa, não se realiza, não se expressa na decoração. Enquanto projetos, no papel ou em PowerPoint, tudo bem, a coisa funciona. Mas na rua são outros quinhentos.
 
A ideia de homenagear artistas no Carnaval é boa. Ótima. E vem de longe. Precisamente 1980. Krause, prefeito. Leonardo Dantas, na Fundação de Cultura. “Este ano o Carnaval tem nome: Capiba!” – dizia o filme publicitário que criei (na época, redator da Abaeté Propaganda). O filme abria com Capiba tocando um piano de cauda em frente ao Teatro de Santa Isabel. Guedes Peixoto (regente da Sinfônica) ficou uma fera (com toda razão) porque desafinaram o piano no transporte do palco para a rua.
 
Fazia tempo que não se tocava tanto frevo de Capiba no Recife. Essa, a homenagem. Ele saudado em todas as festas, desfilando em carro aberto, citado por toda a mídia e protagonista da campanha publicitária. Capiba, pra quem não sabe, também era pintor (naïf, como se diz hoje). Mas ninguém pensou em transformar seus quadros em decoração. Ainda bem.
 
Sou fã e amigo de infância de Alceu Valença. Estudamos o ginásio juntos, no Nóbrega (com Decinho, irmão dele, também). Mais: sou amigo-irmão de Clávio Valença, primo e conselheiro de Alceu.

Sou amigo de Zé Cláudio desde a juventude (quer dizer, eu muito jovem e ele já pai de família, Maria Júlia e Mané meninos; ela, Maria, se referia a mim como “aquele amigo de papai que parece um porquinho” – “É porque você tem o nariz arrebitado e é gordinho”, dizia Léo, a mãe dela, tentando amenizar o “porquinho”).

Sou amigo e admirador de Carlos Augusto Lira. A nova sede da agência de propaganda de João (meu filho), Toni e Matheus, a Plano B, em Casa Forte, é projeto dele, Carlinhos. Um craque. A agência tá show de bola. Nossas filhas têm a mesma idade e o mesmo nome: Joana.

Zé Cláudio e Alceu são os homenageados do Carnaval este ano. Carlinhos, o decorador da cidade. Amigos do peito. Por isso, “piso em ovos”. Mas já vi esse enredo em outros carnavais, com Vicente Monteiro e Tereza Costa Rêgo (minha amiga querida), pra citar apenas dois. Quando homenageados, tiveram suas obras traduzidas em peças de vinil e bonecos de isopor. Fora das telas, seus habitats naturais, os personagens resultaram em figuras melancólicas, solitárias, perdidas na moldura, no caso, a imensidão da cidade. (Se este ano, com Zé Cláudio, for diferente, escreverei, com prazer, uma crônica penitente.) 

A propósito, recebi diversos e-mails de leitores criticando a decoração de Natal. Queixa unânime: falta de luz. E acho que tinham toda razão. Natal é luz. Viva Nova York! Luz. Cascatas de luz. Viva o quartel da PM iluminado!  E não as borboletinhas da Agamenon Magalhães que, coitadas, mal iluminavam elas próprias (e me disse uma leitora que as borboletas eram importadas, francesas; notívagas mariposas, talvez).

Fincaram esdrúxulas estruturas de metal nas margens do canal e nos canteiros laterais da avenida, para instalar penduricalhos e refletores que não iluminavam coisa alguma. Ora, ora, minha gente, a Agamenon tá cheia de árvores e postes. Era só iluminá-los. Assim como as pontes e margens do rio, as luzes refletindo na água.
 
Melhor seria se a grana das borboletas, das decorações e dos trios elétricos baianos socorresse os autos natalinos e as agremiações carnavalescas; pois, eles, sim, é que deveriam, de fato, fazer as festas populares do Recife. Mas estão se acabando, morrendo à míngua, no escuro.
 
Pois que em vez de frevos, executem réquiens!  

28 janeiro 2012 FULEIRAGEM

DUKE – SUPER NOTÍCIA


www.cantinhodadalinha.blogspot.com
ACORDA OU DANÇA

Você me toca me liga
Me faz entrar em ação.
Feito caixinha de música
Vou dançando em sua mão.
A minha libido acorda
Quando você me dá corda
Soprando minha paixão.

Bem guardada a sete chaves,
Sou sua caixa de brinquedo
Seu sonho maior de consumo
Seu instigante segredo.
Mas se danço em sua mão
Você perderia a razão
Se perdesse seu folguedo.

Não quero ficar no armário
Comportada a lhe esperar.
Garanto não vou deixar
Meu brinquedo enferrujar.
Se quiser brincar que venha!
Mas sou eu que tenho a senha
E o poder de repassar.

28 janeiro 2012 FULEIRAGEM

ZOPE – CHARGE ONLINE

A PERIGUETE DE PENEDO

Ela cruzou as pernas como se ninguém estivesse perto, o short jeans mostrava mais que escondia as coxas torneadas. Elisa é moldada, sarada em academia. O rosto moreno, cabelo preto escorrido, boca carnuda, olhar profundamente negro, completam a beleza exótica daquela mulher. Foi essa a visão de Edgar ao entrar no Restaurante Rocheira na tarde de um bonito dia de verão. O Rio São Francisco entre uma cor verde esmeralda e verde cana arrastava suas águas em busca do mar a alguns quilômetros de Penedo.

Edgar sentiu-se bem, tomou mesa em frente àquela mulher estonteante, cumprimentou-a com um discreto aceno de cabeça, pediu ao garçom uísque e tira-gosto de jacaré ensopado ao coco.

O segundo uísque ele já tomou na mesa de Elisa, conversa animada, altos papos, ela cantora do grupo de banda de forró, viajaria no outro para encontrar os parceiros em Campina Grande. Certo momento Edgar foi ao banheiro, telefonou para mulher, deu-lhe a boa notícia, a empresa que ele faz contabilidade havia liberado R$ 4.000,00 de gratificação, entretanto, só retornava para Maceió dia seguinte. Voltou à mesa da gostosa, tinha certeza de uma noitada de amor com a maravilhosa mulher.

Eram 9:00 horas da noite os dois em estado de alegria, triscados do uísque deram um beijo. Logo depois saíram abraçados rumo à pousada pelas ruas enladeiradas da bela, bucólica, colonial Penedo, cantando cantigas de amor.

Ao ver Elisa após o banho Edgar beijou-lhe com carinho, cheio de desejo, enrolaram-se vadiando até os instantes do êxtase. No intervalo de descanso ela pediu champanhe, Edgar eufórico com o desempenho e alegria da companhia, interfonou pedindo duas garrafas de Dom Pérignon, tomaram a primeira taça brindando de braços entrelaçados. Certo momento novamente veio-lhe o desejo, a moça disse espere, encharcou-se, entornou champanhe no corpo, encheu duas taças trouxe-as borbulhando estrelas de amor, como diria o poeta. Edgar tomou de um gole, jogou a taça, beijou-lhe o gosto do champanhe no corpo, após o momento culminante do segundo tempo, ele apagou, dormiu como um menino.

Dia seguinte, às 12 horas Edgar acordou-se com dor de cabeça tentando refazer, relembrar a noitada anterior, ao recordar-se da bela, levantou-se, a procurou no quarto, no banheiro, até que notou sua carteira na mesa em cima de um bilhete em letras garrafais: “QUERIDO, A NOITE FOI MARAVILHOSA, UM DIA NOS ENCONTRAREMOS, EU PAGAREI COM JUROS OS R$ 4.000,00.” Edgar percebeu o golpe da bela cantora, colocou alguma droga no champanhe, desligou seu celular e escafedeu-se. Não pode fazer um BO na Delegacia de Penedo, seria prato cheio para Imprensa, o remédio foi um empréstimo no Banco antes de retornar a Maceió. A ressaca moral era enorme, entretanto, a lembrança da noitada de amor ficou marcada dentro da mente e do corpo.

Meses depois do ocorrido, passeando pelo Shopping, Edgar notou uma figura conhecida num cartaz da banda do forró se apresentando em Marechal Deodoro, era ela, era Elisa entre quatro belas mulheres do grupo de vocalistas com vestimentas profundamente sensuais. Comprou ingresso. Na quinta-feira, dia da apresentação, inventou viagem de negócio, dirigiu 28 km até Marechal. Assistiu ao show de intensa animação, o povo dançava e cantava ao som da banda. Ao findar, Edgar dirigiu-se ao camarim dos artistas, pediu para falar com a vocalista apontando o cartaz em sua mão. O travesti que atendeu na porta deu um grito para dentro do camarim: “Periguete tem um homem bonito, um seu cliente querendo falar com você”. Elisa ao ver Edgar sorriu-lhe, “Desculpe querido por aquele dia, eu estava precisando, vou pagar tudinho, tim-tim por tim-tim, com amor”. Deu-lhe um abraço. Logo depois saíram juntos.

Toda vez que a Banda de Forró faz show retornando aos arredores de Maceió, a Periguete de Penedo paga um pedaço de sua dívida a Edgar.

28 janeiro 2012 FULEIRAGEM

JARBAS – DIÁRIO DE PERNAMBUCO

27 janeiro 2012 DEU NO JORNAL

CONVITE

Augusto Nunes

Em 23 de janeiro, o Blog do Noblat reproduziu o texto publicado neste espaço com o título “O silêncio das caixas-pretas é tão revelador quanto a mais minuciosa das confissões” (reproduzido também no JBF). Nesta quinta-feira, o mesmo blog divulgou, com o título “O ministro Gilberto Carvalho esclarece”, a nota abaixo transcrita em itálico. Volto em seguida:

“O Jornal da Band veiculou, no dia 17/01, matéria com acusação do irmão do ex-prefeito Celso Daniel em relação ao ministro Gilberto Carvalho. No final da matéria, a apresentadora do Jornal da Band afirmou: “Todos os personagens citados nesta reportagem foram ouvidos pela Band, mas não responderam aos pedidos de entrevista”.

Essa afirmação era falsa, pois o ministro Gilberto Carvalho – que se encontrava em viagem de férias – não tinha sido procurado pelo Jornal da Band. Para consertar seu erro, o Jornal da Band enviou solicitação de entrevista no dia seguinte, respondida com o email abaixo.

Como a matéria do Jornal da Band deu origem a uma nota no Blog do Augusto Nunes sobre o suposto silêncio do ministro em relação ao assunto, solicito que seja esclarecido aos seus leitores que o ministro Gilberto Carvalho já afirmou exaustivamente que as acusações dos irmão de Celso Daniel não são verdadeiras.

Cabe acrescentar que Augusto Nunes também não procurou o ministro antes de analisar e tirar conclusões equivocadas sobre um silêncio que só existiu por conta do erro do Jornal da Band.

Sérgio Alli, Assessoria de Comunicação da Secretaria-Geral da Presidência da República”

Acabei de enviar ao signatário da mensagem o seguinte email:

Prezado Sérgio Alli:

Tendo em vista seu email publicado no Blog do Noblat, peço-lhe que faça chegar ao ministro Gilberto Carvalho meu interesse em entrevistá-lo para o site de Veja sobre o caso Celso Daniel. Ele poderá escolher a data, o horário e o local da entrevista, que terá a duração mínima de 30 minutos. O tempo máximo será fixado pelo entrevistado.

Comprometo-me a divulgar a íntegra da gravação, sem cortes, sem nenhum tipo de edição, sem textos introdutórios e sem comentários adicionais. O vídeo se limitará a registrar perguntas e respostas. Espero que o ministro não se negue a contribuir para esclarecer dúvidas que continuam a intrigar milhões de brasileiros. Agradecimentos antecipados. Augusto Nunes. 

* * *

PS: Recomendação do editor do JBF : releiam a postagem O SILÊNCIO DOS CULPADOS

27 janeiro 2012 FULEIRAGEM

ALECRIM – CHARGE ONLINE

GRANDES MOTES, GRANDES GLOSAS

Poeta Wellington Vicente, colunista fubânico

Wellington Vicente, em homenagem a Zé Marcolino, glosa o mote

Vinte anos que a saudade
Tá morando em nosso lar.

Sei que Raimundo Jacó
Ganhou um bom companheiro
Mas uma enchente de dó
Fez no meu peito um barreiro
E a saudade, num estouro,
Arrebenta o sangradouro
Que eu me ponho a chorar
Pois fiquei na soledade
Vinte anos que a saudade
Tá morando em nosso lar.

O meu sertão nordestino
Ficou triste sem seu filho
Porque José Marcolino
Foi cedo emprestar seu brilho
Ao que já tem o Infinito
Mas seu aboio bonito
Irá nos representar
À Suprema Majestade
Vinte anos que a saudade
Tá morando em nosso lar.

Ficamos eu e o Bira
E outros nossos parentes
Saudosos, seguindo a mira
Do alvo dos seus repentes
E a santa inspiração
Nas horas de aflição
Vem logo nos consolar
Com a musicalidade
Vinte anos que a saudade
Tá morando em nosso lar.

* * *

Alexandre Morais glosando o mote:

Do que fiz em minha vida
E do amor que foi meu
Não conto nem a metade
De tudo que aconteceu.

Escrevendo por mil linhas,
Falando por mil minutos,
Passando por mil redutos,
Deixando mensagens minhas…
Ou contando historinhas,
Sendo cada uma ouvida,
Muitas vezes repetida,
Regravada e remontada
Ainda não conto nada
Do que fiz em minha vida.

Nas passagens falaria
Em sonhos, realidade,
Regresso, ida, saudade,
Confrontos e calmaria.
Meninices, velharia,
Vaidades do meu eu,
Traquinagens do liceu,
O bom, o bem e o atraso,
Coisas do fundo, do raso
E do amor que foi meu.

Mas meu tempo é curto
E meu passado é extenso.
Quanto mais nele eu penso
Mais meu próprio tempo furto.
Já me toma como um surto
O registro da idade,
Redobro minha vontade
De rever a trajetória,
Mas do todo da história
Não conto nem a metade.

E do pouco que relato
São grandes as descobertas…
São muitas passadas certas.
A Jesus sou muito grato.
Entre a verdade e o fato,
A diferença sou eu,
Que só conto o que é meu
Sem temer quem me afronta,
Só no céu eu presto conta
De tudo que aconteceu.

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27 janeiro 2012 FULEIRAGEM

OLIVEIRA – DIÁRIO GAÚCHO

REFLEXÃO CAIPIRA (IV)

 

“Istudá pruquê “?

 “Iêu” já “seio lê”,

já “seio tumbém  cunversá”

“fio” já tô  “inssinando fazê”

 “inté  déis”  num erro de  “contá”!

27 janeiro 2012 FULEIRAGEM

MÁRIO – A TRIBUNA DE MINAS

27 janeiro 2012 DEU NO JORNAL

PROPAGANDA ENGANOSA

A Rússia já está melhor preparada para sediar a Copa do Mundo de 2018 do que o Brasil, que sediará o evento em 2014, disse o presidente da Fifa, Joseph Blatter.

“Posso lhe dizer que estamos mais, bem mais avançados na Rússia. Diria ainda que temos mais problemas no momento no Brasil do que aqui”, disse Blatter em entrevista coletiva.

O dirigente afirmou no mês passado que o Brasil ainda tem problemas em aeroportos, estradas e transporte público.

* * *

Eita cabra mentiroso que só a gôta serena! Aeroportos, estradas e transportes públicos são os itens que melhor funcionam no Brasil. Na saúde pública nos somos apenas “quase perfeitos”. Mas em transportes públicos, estradas e aeroportos nós já atingimos a perfeição total. Principalmente depois do incremento e das melhorias que foram feitas na última década. Algumas figuras, que cuidam da preparação da Copa, tiveram tanto incremento e tantas melhorias em suas finanças que nunca mais na vida vão saber o que é pobreza!

A Rússia, cuja Copa será depois da nossa, nem começou ainda a se mexer e a tomar providências. A Rússia só estaria na frente do Brasil se ainda fosse um país de regime comunista, adiantado e próspero, assim como Cuba ou Coréia do Norte.

Mas, não vamos ficar só nas palavras. Vamos provar que a Rússia está atrás da gente em matéria de providências pra realização da Copa.

Confiram neste vídeo, uma propaganda falsa, mentirosa e enganosa, sobre como estão os preparativos para a Copa do distante 2018 naquele país:

 

27 janeiro 2012 FULEIRAGEM

J. BOSCO – O LIBERAL

DIABÓLICO PRESENTE

Durante os preparativos para comemorar uma das mais sublimes festas do ano, a sociedade pernambucana, sem merecer, recebe o pior presente de Natal. A imoral notícia do pagamento do auxílio-moradia para 52 políticos que no período de 1994 a 1997, exerceram mandatos de deputados estaduais.

Mantido em segredo por 17 anos, mediante um pacto de silêncio entre os espertos participantes do grupo beneficiado, o escândalo só estourou, depois que deputados, ex-deputados e suplentes começaram a receber a indenização de até R$ 354 mil, dividida em 36 parcelas, conforme cada caso particular. A primeira parcela foi paga em setembro passado.

O incrível é a Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do estado, baseada no direito administrativo, no regimento interno da Casa e nos itens institucionais de equiparação aos parlamentares federais, aprovar a inconstitucional medida. Pouco se lixando para o enorme prejuízo de R$ 20 milhões que será causado ao Estado.

Nem se preocupando com o fato dos pobres cofres pernambucanos pagar uma elevada quantia, já considerada prescrita, em virtude da extinção ter acontecido há 10 anos, no parecer da OAB-Seccional de Pernambuco, para parlamentares cujo reduto eleitoral não ultrapassa os limites da Região Metropolitana do Recife.

Durante as comemorações natalinas, enquanto os deputados se banqueteavam em regozijo aos gordos valores retroativos, 280 famílias carentes, moradoras de favelas e invasões, entoando gritos de guerra, sitiaram o maior Shopping Center do Recife. Pedindo comida para enganar a fome da família em nome de Papai Noel.

Justamente nesse momento de protesto dos favelados, de enorme prejuízo para o centro de compras, os 49 deputados atuais e mais três que estão fora do mandato, resolveram praticar, sob a cobertura da lei, extorsão no dinheiro público.

Enquanto rolam queixas, protestos e reclamações contra as precárias condições da educação, saúde, segurança, violência ascendente, fome e a trapalhada da ficha limpa, os deputados pernambucanos, com a antipática atitude, demonstram postura de oportunistas e verdadeiros aproveitadores.

Exibem sinais de corrupção com o objetivo de assacar os cofres estaduais em proveito próprio. Num vergonhoso assalto aos bolsos dos contribuintes. Numa clara e evidente malversação do dinheiro público.

Juntando os benefícios retroativos do auxílio-moradia com o desventurado auxílio-paletó, os deputados pernambucanos mostram uma revoltante prova de desonestidade com as necessidades sociais do Estado.

Desobedecendo aos critérios de transparência. Ferindo os elementares princípios de moralidade. Praticando um desonesto gesto de orgia com o dinheiro da população.

Enquanto isso, sob a alegação de que faltam recursos para tirar o povão da lama, milhares de crianças famintas e doentes se amontoam nas favelas e palafitas. Perambulam pelos pontos de crack na maior intimidade por falta de escola, saneamento, segurança e moradia digna. Ingressando na onda da agressiva criminalidade. De graça.

27 janeiro 2012 FULEIRAGEM

PADRE SPONHOLZ – JORNAL DA MANHÃ

PARA OS LEITORES DO RECIFE – AULAS DE MÚSICA E CANTO

 

Venha aprender a tocar violão, cavaquinho, teclado, baixo, guitarra, pandeiro e outros instrumentos.

Temos também aulas de canto.

Tudo isto no Espaço Musical Levino Ferreira.

Rua Siqueira Campos, 279 – Edifício Brasília, sala 1406
Bairro de Santo Antonio – Centro do Recife

Telefones: (81) 3077-8851 e 8800-7028.

Direção de Lúcio Sócrates

27 janeiro 2012 FULEIRAGEM

HUMBERTO – JORNAL DO COMMERCIO

CARDEAL CÍCERO CAVALCANTI – CUIABÁ-MT

Papapai Berto I

Aqui está um flagrante do nível de informação da juventude brasileira, estudada e ensinada pela educação nacional.

Nada mais resta a dizer, apenas que a página é verdadeira e faz parte de um portal que permite, a quem se interessar, fazer perguntas ou respondê-las.

Repare que o sujeito é quem escolheu a melhor resposta e, ao final, agradece ( em vermelho).

R. Cuida-se aqui da futura elite dirigente brasileira. É a geração que está sendo formada pela Pedagogia do Oprimido do Socialismo Muderno.

Este jovem do exemplo que você nos manda tem futuro garantido.  A frase profética já foi pronunciada: “Depois de mim, qualquer um pode ser Presidente da República“. Ou deputado, ou governador, ou ministro, ou diretor do Dnit, ou diretor do Dnocs, ou blogueiro progressita.

27 janeiro 2012 FULEIRAGEM

NANI – CHARGE ONLINE

A POESIA DO CARNAVAL

Apesar dos janeiros, ainda não consegui me livrar de um sentimento que me acompanha desde criancinha: a paixão pelo Carnaval. Sempre que escuto um frevo, uma marcha carnavalesca ou um samba, não seguro a emoção.
 
Acho que os amantes do Carnaval deveriam guardar grande respeito e gratidão pelos imortais poetas carnavalescos. Muitos deles já se foram, mas deixaram belíssimas páginas musicais impregnadas de poesia especialmente para alegrar e mexer com o lado sentimental das pessoas mais sensíveis.

É no período momesco que os foliões vivem sonhos fantasiosos, sentem o perfume de flores que seus olhos jamais viram, fazem juras de amor a pessoas que encontraram pela primeira vez ou esquecem os seus eternos amores. Depois da folia, quase tudo volta ao normal.

O verdadeiro folião passa o ano inteiro ligado no Carnaval. Mesmo involuntariamente, ele faz algo que acaba lembrando os dias dedicados ao Rei Momo. Uma música que toca no rádio, uma camisa mais colorida que ele veste ou vê no armário, um reencontro inesperado com a pessoa com quem flertou num daqueles carnavais de clube. Tudo traz de volta um baile em que sem se deixar identificar, fez juras de amor e até cantarolou uma música romântica ao ouvido de alguém, só para provocar emoções.
 
Não é à toa que os ingênuos e apaixonados pierrôs sofrem tanto pelo amor das espertas e volúveis colombinas, que sempre lhes deixam na mão.

Estamos em plena fase das prévias, dos ensaios, acertos de marcha e dos retoques finais nas fantasias. Não devemos esquecer que amor de Carnaval é sempre assim: surge de repente, geralmente dura pouco e deixa cicatrizes profundas na alma.

Para quem aprecia, ainda está em tempo de aprender a letra de um frevo ou de uma marchinha e caprichar na hora de fazer uma declaração amorosa. Aceitam sugestões? Então, lá vai madeira:

Frevos de Rua: Lágrimas de Folião, Mordido, Fogão e Duas Épocas.

Frevos-Canção: Boneca, Ingratidão, Saudade, Casinha Pequenina, Frevo Nº 1 do Recife, Quem Me Dera, Voltei Recife, Cabeça Branca, Novamente, Frevo da Solidão, Oh Bela, Um Sonho Que Durou Três Dias.

Frevos de Bloco: Flabelo das Ilusões, Você Gostou de Mim, Sonho do Poeta, Último Regresso, Aurora de Amor, A Dor de Uma Saudade e Evocação.

Sambas: O Conde, Agora É Cinza, Recordar É Viver, Triste Madrugada, Vou Gargalhar, Orgulho De Um Sambista, Porta Aberta.
 
Marchas e Marchinhas: Aurora, Saca-Rolha, Cachaça, Turma do Funil, Ressaca, Sassaricando, Quem Sabe, Sabe. Máscara Negra, Bandeira Branca, Turbilhão, O Teu Cabelo Não Nega, Cidade Maravilhosa, Espanhola.   
 
Como estas, temos centenas de músicas carnavalescas capazes de alegrar e levar o ser brincante às lágrimas de um instante para o outro. 

Portanto, amigo, se você é chegado ao furdunço, não dê bobeira. Separe aquela bermuda leve, o velho tênis, o boné, a camisa do seu time ou bloco de preferência, organize a sua trilha sonora, prepare o espírito e desfrute em paz, da maior festa que a humanidade já inventou – O CARNAVAL.

* * *

“Mordido” – Frevo de Rua de Alcides Leão – Com Duda e Orquestra
(CD Frevos de Rua – Os Melhores do Século – Vol. 03)

“Frevo da Solidão” – Frevo Canção de Capiba – Com Expedito Baracho
(CD História do Carnaval – Expedito Baracho)

27 janeiro 2012 FULEIRAGEM

PELICANO – BOM DIA SP

27 janeiro 2012 A HORA DA POESIA

CANÇÃO – Cecília Meireles

Pus o meu sonho num navio
e o navio em cima do mar;
- depois, abri o mar com as mãos,
para o meu sonho naufragar

Minhas mãos ainda estão molhadas
do azul das ondas entreabertas,
e a cor que escorre de meus dedos
colore as areias desertas.

O vento vem vindo de longe,
a noite se curva de frio;
debaixo da água vai morrendo
meu sonho, dentro de um navio…

Chorarei quanto for preciso,
para fazer com que o mar cresça,
e o meu navio chegue ao fundo
e o meu sonho desapareça.

Depois, tudo estará perfeito;
praia lisa, águas ordenadas,
meus olhos secos como pedras
e as minhas duas mãos quebradas.

27 janeiro 2012 FULEIRAGEM

PAIXÃO – GAZETA DO POVO

27 janeiro 2012 DEU NO JORNAL

ÚBERE VERMÊIO

A direção do PCdoB se reúne nesta sexta em São Paulo para tratar de eleições e da liderança do partido na Câmara, que será entregue, com apoio unânime, à ex-prefeita de Olinda Luciana Santos (PE).

* * *

Uma excelente escolha.

Conheço a Deputada Luciana e posso garantir que ela é uma mulher de peito.

Vejam:

27 janeiro 2012 FULEIRAGEM

AROEIRA – O DIA


http://www.lucianosiqueira.com.br/
O TAMANHO DAS PERNAS DE CADA UM

Quem lê o 18 de Brumário de Luis Bonaparte, que Karl Marx escreveu entre dezembro de 1851 e março de 1852 e veio a ser a primeira análise de conjuntura à luz do materialismo histórico – no caso, sobre a situação política que redundou no golpe de estado que elevou Napoleão III à condição de Imperador da França -, e examina a realidade política imediata, há de concordar que, de fato, nem sempre os homens realizam a luta política conforme seus desejos subjetivos , há uma realidade concreta a ter em conta.
 
Disso resulta, por exemplo, que no atual cenário pré-eleitoral há que se prestar atenção à consonância ou discrepância entre o desejo expresso de partidos e personalidades e o tamanho das pernas de cada um. Ou seja: há a irrecusável mediação da correlação de forças real. Alguns querem e podem; outros nem tanto.
 
Isto não quer dizer que a situação presente seja imutável, muito ao contrário. A situação política é algo em movimento, não é uma foto, é um filme. Um filme que está sendo composto sob a influência de muitos fatores, de ordem subjetiva e objetiva. Por isso é preciso ver tendências, possibilidades, perspectivas.
 
Pesquisas de intenção de voto agora, por exemplo, são obviamente um dado singificativo, mas não dizem tudo. Em 2000, no Recife, o candidato que viria a vencer o pleito, João Paulo, iniciou com 4% de intenção de votos, enquanto o então prefeito Roberto Magalhães ultrapassava os 50%. Havia, entetanto, um ambiente propício à mudança, um sentimento nesse sentido que se alimentava que nem fogo de monturo na população que, mediante o transcorrer da batalha, pôde se expressar e deu no que deu. No segundo turno, por cerca de 8 mil votos de um eleitorado do mais de 700 mil, João Paulo se tornou prefeito.
 
Daí se depreende que a análise de cenários há que ser abrangente, feita com os pés na terra. A medida das possibilidades de determinadas pretensões, no caso de cidades grandes e médias, implica necessariamente na capacidade de unir forças, mesmo parcialmente. Dificillmente um partido vence sozinho, mesmo os que amealham tempo expressivo na TV. Porque eleição majoritária é um movimento que envolve partidos e segmentos da sociedade – pela manutenção e continuidade do projeto em curso ou pela mudança.
 
Considerada a correlação de forças real – cotejando os que estão do nosso lado, os que estão do lado oposto, os que podem se deslocar para um ou outro lado e tendências do eleitoado -, cabe adotar a tática a mais ousada que seja combinada com a flexibilidade necessária a arregimentar apoios.
 
Por enquanto, que cada um ponha a cebeça de fora, diga o que pretende, dialogue, construa, explicite opiniões e propostas. Após o carnaval, a variável tempo exigirá que os partidos sentem-se à mesa em busca de entendimento. Aí valerá a força de cada um na disputa pela hegemonia ou, pelo menos, de uma posição saliente na coligação.

27 janeiro 2012 FULEIRAGEM

SINFRÔNIO – DIÁRIO DO NORDESTE


http://www.newtonsilva.com/
CADASTRO ÚNICO – COMO O GOVERNO VAI BOTAR NO SEU CU

Como o governo dos Petralhas tem feito muitas coisas boas para nós, Bolsa-isso, Bolsa-Aquilo, Bolsa Caralho-a-Quatro, entre outras.

Agora,  os seus pobremas acabaraum!

O governo da Presidenta Lula lança o projeto do Cadastro Único (CU) pois estamos de saco cheio de ter que decorar números como CPF, RG, Título de Eleitor, Cartão de Crédito, senhas e todas essas mazelas, instituídas pelo governo FHC e a Sociedade Secreta dos Iluminatti.

CU – Guarde bem esse nome! Ele pode mudar a sua vida!

Esse projeto iría acabar com a burocracia de uma vez por todas, dando a cada brasileiro, um CADASTRO ÚNICO, o seja CU.

Veja só como o CU seria importante em sua vida:

Inicialmente, você usaria o CU apenas para as necessidades básicas, mas com o tempo, poderá vir a usufruir, das variadas facilidades que o CU lhe proporcionará.

Ao requerer um empréstimo, por exemplo, é só dar o CU para o gerente, que logo através de uma simples consulta à Central Nacional do CU, ele disponibilizaria um montante compatível com o seu CU.

Numa compra, é só falar com o atendente: – “põe no meu CU“, por favor. E suas compras estariam pagas! Tudo, seria debitado no seu CU. E mais! Ao dar um calote, você não teria mais o seu nome sujo na praça, mas sim, o CU sujo

Imagine a bela cena. A gerente da loja te explicando:

- “O senhor(a) me desculpe, mas não podemos aprovar o crédito, porque o seu CU está sujo”.

O seu CU serviria também como identificador numa blitz policial, por exemplo: quando você fosse parado, em vez de procurar uma dezena de documentos, basta mostrar o seu CU.

Além disso, o seu CU serviria também para a causa da segurança, pois um bandido saberá que, poderá ser facilmente reconhecido, pelo seu CU, que será inutilizado por um período previsto em lei!

Isso intimidará o larápio, pois afinal quem tem CU, tem medo.

Também, numa batida policial, você já poderia ficar prevenido, esperando, com o CU na mão!

Chegou o momento de você se perguntar: “Será que estou preparado pra usar o CU?“

Se você acha que sim, comece a falar do CU a todos! No início você vai achar estranho tanta gente pedindo o seu CU, mas não tenha medo, você vai acabar gostando de usar o CU diariamente!

27 janeiro 2012 FULEIRAGEM

DA COSTA – CHARGE ONLINE

ESCLARECIMENTO DO INFRAESCRITO

Comentário sobre a postagem UMA PECHINCHA

Osmar Pires Martins Júnior:

“NOTA DE ESCLARECIMENTO

Osmar Pires Martins Júnior, infraescrito, a respeito da matéria publicada pela revista VEJA, às paginas 70 e 71, edição de 25 de janeiro do ano em curso, assinada pelos jornalistas Rodrigo Rangel e Daniel Ferreira, pelo presente, manifesta à opinião pública que não foi entrevistado e não se pronunciou a respeito do assunto tratado nesta matéria.

Informa, ainda, que este veículo de comunicação fez uso indevido de seu nome e de sua imagem, fato este que resultará na adoção das medidas adequadas.

Goiânia, 23 de janeiro de 2012

Leia mais no Blog Osmar Pires

27 janeiro 2012 FULEIRAGEM

DUKE – O TEMPO

A PROSTITUIÇÃO NO BRASIL HOLANDÊS

Entre 1630 e 1654 a promiscuidade tomou conta do Recife, agravada a cada dia com a chegada de um número cada vez maior de aventureiros, dentre os quais um grande número de prostitutas. A sífilis veio a tornar-se uma verdadeira epidemia no Brasil Holandês de então, obrigando cientistas, como os médicos Willem Piso e Georg Marcgrave, autores do livro clássico Historia Naturalis Brasiliae (1648), buscar a cura para tal doença junto à flora medicinal indígena e aos médicos portugueses, que recomendavam para a infecção por gonorréia o sumo da cana fermentado, através do qual “fica-se curado dentro de oito dias”.

A propagação da lues, como também é denominada a sífilis, era propiciada pelo grande e imenso bordel a que fora transformado o Recife de então. Tal importação vem acontecer logo nos primeiros anos do Brasil Holandês, que recebeu verdadeiros “carregamentos de mulheres perdidas”, como se depreende das cartas do Conselho do Recife.
 
Muitas dessas “mulheres fáceis”, como a elas se referiam os documentos, aparecem com os seus nomes mais conhecidos: Cristinazinha Harmens, Anna Loenen, Janneken Jans, Maria Roothaer (Maria Cabelo de Fogo), Agniet, Elizabeth (apelidada de a Admirael), Maria Krack, Jannetgien Hendricx, Wyburch van den Cruze, Sara Douwaerts (apelidada de Senhorita Leiden), havendo outras duas conhecidas por Chalupa Negra e Sijtgen, segundo demonstra José Antônio Gonsalves de Mello em Tempo dos Flamengos.
 
Sobre o estado de promiscuidade atingido pela capital do Brasil Holandês, comenta Hermann Wätjen que “pelas ruas do Recife andava muita gente pouco ajuizada e que aí todas as portas se achavam abertas ao vício. Os soldados arrebanhados de todos os campos de batalhas da Europa, para arriscarem diariamente a vida e a saúde numa campanha de guerrilhas, contra um inimigo ardiloso e prático, queriam gozar à rédea solta os dias de folga”.
 
O mesmo proceder acontecia com os marinheiros, após travessias de muitas semanas no mar, quase sempre envolvidos em batalhas e refregas. Também acontecia com os homens procedentes dos engenhos de açúcar, que se encontravam no Recife de passagem, longe da vista de suas famílias.

Todos eles, soldados, marinheiros, capitães, agricultores, lotavam os botequins e albergues, ingerindo grandes quantidades de vinho, bem como outras bebidas destiladas. Eram portugueses, holandeses, negros, indígenas, turcos, judeus, mazombos, mulatos, mamelucos, crioulos, ingleses, franceses, alemães, italianos, cujo panorama de excessos, segundo Pierre Moreau não pode ser descritos por simples palavras.

A terrível problemática habitacional levou a promiscuidade e a consequente dissolução moral da capital do Brasil Holandês contribuindo para a elevação do número de doenças epidêmicas, com o aumento do número de óbitos e a derrocada de sua estrutura política e militar.

27 janeiro 2012 FULEIRAGEM

AMORIM – CORREIO DO POVO


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