28 janeiro 2012 EVENTOS, ESPETÁCULOS E BABADOS


Será lançado hoje, sábado, na Passa Disco, a partir das 15 horas, o álbum duplo Pernambuco frevando para o mundo, que reúne em 34 faixas, frevos de diversas épocas e estilos. Vai do frevo tradicional de Claudionor Germano, Orquestra Popular do Recife, Bloco da Saudade até o novo frevo interpretado por Ortinho, Ska Maria Pastora, Digital Groove, Projeto Sal, Eddie, Zé Brown. Passando por nomes que oxigenaram o frevo nos anos 80, como Alceu Valença, Geraldo Azevedo, Elba Ramalho e mais recentemente Lenine, Silvério Pessoa, Spok Frevo Orquestra, Orquestra Popular da Bomba do Hemetério…

Várias faixas são inéditas e compostas especialmente para o projeto, como Índia Fatal (Herbert Lucena), Ninguém é louco sozinho (Climério de Oliveira) e Vai começar (Projeto Sal) e outras que já haviam sido gravadas, mas nunca lançadas em CD como Janela (Orquestra Contemporânea de Olinda) e Aquela rosa (Maciel Melo).
O projeto é uma homenagem ao maestro José Menezes, presente com as composições Freio a óleo (interpretada pela Spok Frevo Orquestra), Terceiro dia (Interpretada pelo Coral do Bloco da Saudade) e Bairro dos meus amores (inerpretada por Cezzinha & Gonzaga Leal).

Uma das intenções do álbum foi reunir diversas vertentes da música pernambucana, dessa forma, cantores/compositores mais ligados ao forró (como Xico Bizerra, Quinteto Violado, Maciel Melo, Josildo Sá, Cezzinha, Herbert Lucena, Silvério Pessoa), ao pop/rock (Ortinho, Eddie, Mamelungos, Zé Brown), à rabeca (Cláudio Rabeca, Maciel Salú, Orquestra Contemporânea de Olinda), ao instrumental (SáGrama, Luciano Magno, Ska Maria Pastora, Saracotia, Cláudio Almeida), se unem aos frevistas como J. Michiles, Getúlio Cavalcanti, Carlos Fernando, Antúlio Madureira, André Rio, Nena Queiroga, Coral Paraquedista Real, Claudionor Germano. Numa perfeita comunhão.
O álbum se encerra com o frevo Solavanco do grupo Limusine 99, numa gravação de 1975, incluída no LP “Frevo ao vivo” da gravadora Marcus Pereira, tendo nessa coletânea seu primeiro registro em CD. Esse frevo é considerado o pioneiro na inclusão da guitarra elétrica no Carnaval pernambucano.

A intenção de produzir um álbum que mostre os vários modelos de se produzir o frevo, não tem intenção de chocar, e sim de provar que o frevo está mais vivo do que nunca.
As fotos que ilustram o projeto, são do fotógrafo Mário Carvalho, fotógrafo do Departamento de Documentação e Cultura da Prefeitura da Cidade do Recife, nos anos 40 e 50, pertencentes ao acervo do seu filho, Paulo Carvalho.
O projeto gráfico é assinado por Ana Rios.
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Herbert Lucena cantando “Índia Fatal”, de sua autoria:

















































































